O Conhecimento e o Conhecer 2 ---- 2 + 2 = 4 ???
Por favor, não estranhe o título. Você leu corretamente. Ok, eu sei o que você está pensando. Mas eu garanto: não enlouqueci. Ainda não.
Estou postanto este texto para tentar desmistificar o anterior, que posso ter deixado vago demais. Muito bem. Vamos lá.
Imagine a seguinte situação:
Uma equipe de desenvolvedores de softwares, depois de alguns anos de esforço cria uma realidade virtual. Uma realidade semelhante à nossa, onde o principal feito, é a emulação da consciência humana. Cria-se portanto mentes pensantes como a nossa, capazes de assimilar a realidade a sua volta, assim como nós. Esta equipe atribui, assim, a estes seres virtuais a capacidade do raciocínio e para isso lhes confere uma lógica. No entanto, uma lógica completamente diferente da nossa onde, por exemplo, dois mais dois são cinco. E assim eles "vivem", conjecturam, criam suas ciências e tudo mais, com uma plataforma completamente equivocada.
No decorrer desta história virtual, a equipe entra novamente em cena. E coloca mais um personagem na civilização virtual. Mas, nesta nova criatura eles põem a lógica verdadeira, usual, onde dois mais dois são quatro. Pois bem. No desencadear dos fatos, nosso Sócrates computadorizado percebe os absurdos apregoados pelos seus semelhantes e começa a apregoar a verdade que dois mais dois são quatro. E, tendo isto como fundamento apregoa toda a lógica verdadeira, real. A civilização não tem dúvidas: Sócrates é um louco, que procura criar intrigas e confusões com os absurdos que prega. Sócrates é morto.
E assim, continua a civilização virtual, com seus conhecimentos e informações "perfeitos", imutáveis e indeléveis.
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Aonde quero chegar? Muito simples. Qual a diferença fundamental entre a equipe de softwares detentora da verdade e os nossos personagens virtuais? Preste atenção ao fato de que os personagens julgavam as coisas de "dentro" de sua realidade. Já a equipe, vê as coisas de fora para dentro, onde inexiste a possibilidade de erro. Observe também que o empirismo nada os ajudou a compreender a verdade (sua realidade exterior foi criada de modo a confirmar sua lógica falaciosa). Em outras palavras, eles não enxergavam o mundo que correspondia à lógica genuína e sim um mundo em conformidade com suas idéias.
Desse modo, procuro demonstrar o que, talvez de modo vago ou teórico em demasia, expus no post anterior. Que como não temos certeza se a assimlilação dos fatos é digna de confiança, não podemos afirmar que o que assimilamos é absolutamente verdadeiro, o que ocorre sobretudo pois vemos as coisas de dentro para fora. Não enxergamos o todo. Dois pontos que agregados, tornam-se singulares para termos tal conhecimento como seguro ou não.
Não é minha intenção aqui provar que dois mais dois não são quatro. Mas que, se depositarmos toda nossa confiança no empirismo e racionalismo, podemos estar caindo em grave equívoco e a dúvida torna-se palavra de ordem.
Estou postanto este texto para tentar desmistificar o anterior, que posso ter deixado vago demais. Muito bem. Vamos lá.
Imagine a seguinte situação:
Uma equipe de desenvolvedores de softwares, depois de alguns anos de esforço cria uma realidade virtual. Uma realidade semelhante à nossa, onde o principal feito, é a emulação da consciência humana. Cria-se portanto mentes pensantes como a nossa, capazes de assimilar a realidade a sua volta, assim como nós. Esta equipe atribui, assim, a estes seres virtuais a capacidade do raciocínio e para isso lhes confere uma lógica. No entanto, uma lógica completamente diferente da nossa onde, por exemplo, dois mais dois são cinco. E assim eles "vivem", conjecturam, criam suas ciências e tudo mais, com uma plataforma completamente equivocada.
No decorrer desta história virtual, a equipe entra novamente em cena. E coloca mais um personagem na civilização virtual. Mas, nesta nova criatura eles põem a lógica verdadeira, usual, onde dois mais dois são quatro. Pois bem. No desencadear dos fatos, nosso Sócrates computadorizado percebe os absurdos apregoados pelos seus semelhantes e começa a apregoar a verdade que dois mais dois são quatro. E, tendo isto como fundamento apregoa toda a lógica verdadeira, real. A civilização não tem dúvidas: Sócrates é um louco, que procura criar intrigas e confusões com os absurdos que prega. Sócrates é morto.
E assim, continua a civilização virtual, com seus conhecimentos e informações "perfeitos", imutáveis e indeléveis.
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Aonde quero chegar? Muito simples. Qual a diferença fundamental entre a equipe de softwares detentora da verdade e os nossos personagens virtuais? Preste atenção ao fato de que os personagens julgavam as coisas de "dentro" de sua realidade. Já a equipe, vê as coisas de fora para dentro, onde inexiste a possibilidade de erro. Observe também que o empirismo nada os ajudou a compreender a verdade (sua realidade exterior foi criada de modo a confirmar sua lógica falaciosa). Em outras palavras, eles não enxergavam o mundo que correspondia à lógica genuína e sim um mundo em conformidade com suas idéias.
Desse modo, procuro demonstrar o que, talvez de modo vago ou teórico em demasia, expus no post anterior. Que como não temos certeza se a assimlilação dos fatos é digna de confiança, não podemos afirmar que o que assimilamos é absolutamente verdadeiro, o que ocorre sobretudo pois vemos as coisas de dentro para fora. Não enxergamos o todo. Dois pontos que agregados, tornam-se singulares para termos tal conhecimento como seguro ou não.
Não é minha intenção aqui provar que dois mais dois não são quatro. Mas que, se depositarmos toda nossa confiança no empirismo e racionalismo, podemos estar caindo em grave equívoco e a dúvida torna-se palavra de ordem.

3 Comments:
Pra mim é evidente que não se trata de certo ou errado.
Os físicos usam modelos pra tentar explicar o mundo. Esse "truque" é mais ou menos o que os tais programadores fizeram: cria-se um mundo com certas características diferentes do mundo "real". Mundo esse que podemos ver de fora para dentro. No caso da física, as principais características desse mundo são a simplicidade e a ausência de ambigüidade. A diferença dos físicos para os programadores é que os físicos se apóiam em experimentos no mundo real para tentar aproximar o mundo físico da realidade. Estão, neste caso, os físicos errados?
Devemos duvidar de todo avanço da física porque não se trata absolutamente da realidade?
Outro ponto importante talvez seja a "veracidade da realidade". Podemos pensar que o universo no qual estamos inseridos é real, e a forma como o enxergamos o modelo. Se assim for, será que podemos quantificar a imprecisão do nosso modelo perceptivo?
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davi, at 2:08 PM
Não. Os físicos não estão errados em fazer esta aproximação. De modo algum. Mas, não podem absolutizar tal idéia, pois como saber que o mundo real é real?
A segunda pergunta portanto também recebe resposta negativa.
Quanto à última, ela resume todo questionamento que fiz nestes dois últimos posts.
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Lucas, at 12:57 AM
No processo da ciência, tdo é verdadeiro enqto ñ surgem novos fatos. De acordo c/ a física quântica, eu suponho, nada é, tdo tende a ser. Ñ sou autoridade neste assunto. Mas a única certeza q podemos ter é a dúvida. "Vemos" o mundo a partir da nossa ótica, da nossa perspectiva, do nosso contexto, da realidade social onde vivemos. Por isso temos opiniões diferentes, discursos diferentes, visões de mundo diferentes. Abraço.
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Anônimo, at 10:14 PM
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